"O ser é, e não é possível que não seja. É o caminho da certeza, que acompanha a verdade. O outro caminho é: o ser não é, e necessariamente o não ser é. Esse é um estreito caminho no qual nada se pode aprender. Pois não se pode apreender pelo espírito o não ser, que está fora do nosso alcance. Também não se pode exprimi-lo por palavras: com efeito, é a mesma coisa, pensar e ser."
"Necessariamente é preciso dizer e pensar que o ser é, pois é o ser. Quanto ao não ser, nada é... (surdos, cegos, aturdidos, multidão irrefletida, para a qual ser e não ser, é e não é, é a mesma coisa.)
"Não há que temer que jamais se prove que o não ser é." "Só nos resta um caminho a percorrer: o ser é. E há uma multidão de sinais de que o ser é incriado, imperecível, pois somente (o ser) é completo, imóvel e eterno. Não se pode dizer que foi, ou que será, pois é todo inteiro no instante presente, uno e contínuo... não se pode nem dizer, nem pensar, que o ser não é..."
"O juízo recai no seguinte dilema: ou o ser é ou o ser não é." "Como poderia o ser vir à existência no futuro? Ou como teria vindo à existência no passado? Se veio à existência, não é. E o mesmo ocorre se deve vir a existir um dia. Elimina-se, extingue-se. Assim, a geração e a corrupção são inconcebíveis".
"O ato do pensamento e o objeto do pensamento se confundem. Sem o ser, no qual é enunciado, não é possível encontrar o ato do pensamento; pois nada há e jamais haverá coisa alguma fora do ser, uma vez que o Destino o encadeou de modo que seja único e imóvel..."
PARMÊNIDES
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