A coisa mais comum do mundo é confundir convivência com amizade.
Todo mundo tem uma porção de amigos que detesta e um ou outro inimigo de que gosta.
Não sei por que o governo faz tanta questão de impor censura, não sei por que a maior parte dos intelectuais luta tanto pela abolição da censura. Em nossos pequenos períodos de liberdade o que se percebe é que quase ninguém tem nada a dizer, ou prefere não dizer ou, mais comumente, só deseja mesmo dizer coisas deliciosamente favoráveis.
Uma dessas cidades tão pacatas que nem tem lugares que não devam ser frequentados.
Casado, bom pai, trabalhador, cumpridor de seus deveres, tem todos os defeitos que impedem a boemia.
A situação está insustentável. Por isso temos que tirar satisfação das coisas mais triviais. Por exemplo - nestes dias de calor violento nunca deixe de botar o papel higiênico no freezer.
MILLÔR FERNANDES (1924 - 27/03/2012)
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